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Imagem: AGENCIA BRASIL
Correios ampliam prejuízo para R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Queda de receitas e alta de despesas pressionam estatal
Por Música FM
02 de Junho de 2026 às 08:34
Os Correios fecharam o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,16 bilhões, resultado 82,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando as perdas somaram R$ 1,72 bilhão. O balanço divulgado pela estatal evidencia os desafios enfrentados pela empresa mesmo após o início de um amplo processo de reestruturação.
O resultado ocorre após a companhia registrar, em 2025, o maior prejuízo de sua história: R$ 8,5 bilhões.
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho negativo estão a redução das receitas, o aumento expressivo das despesas financeiras e a atualização das provisões para ações judiciais trabalhistas.
Um dos principais impactos veio do reconhecimento de R$ 1,06 bilhão em provisões relacionadas a processos trabalhistas. Com isso, o total reservado para contingências judiciais passou de R$ 3,6 bilhões para R$ 4,66 bilhões em apenas três meses.
A receita bruta da estatal somou R$ 4,04 bilhões, queda de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. As receitas com encomendas recuaram 5,5%, enquanto as postagens internacionais tiveram forte retração de 60,3%.
Por outro lado, os Correios conseguiram reduzir parte dos custos operacionais. As despesas com produtos e serviços caíram 7,6%, e os gastos com pessoal tiveram redução de 4,1%, reflexo, segundo a empresa, do Programa de Demissão Voluntária implantado em 2024.
Outro ponto de preocupação foi o aumento das despesas financeiras, que saltaram de R$ 283 milhões para R$ 985 milhões em um ano. O crescimento está relacionado aos financiamentos contratados para reforçar o caixa e sustentar o plano de recuperação financeira.
As indenizações pagas por atrasos nas entregas também aumentaram significativamente, passando de R$ 2 milhões em março de 2025 para R$ 30,5 milhões em março deste ano, refletindo dificuldades operacionais enfrentadas pela estatal após a greve de funcionários ocorrida no fim de 2025.
Atualmente sob a presidência de Emmanoel Rondon, os Correios mantêm um plano de reestruturação que prevê redução de despesas administrativas, modernização tecnológica, venda de imóveis sem uso operacional, revisão de contratos e ampliação das fontes de receita.
A meta da estatal é concluir o processo de reorganização financeira e voltar a registrar resultados positivos a partir de 2027.
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