A usina de Usina de Itaipu pode ampliar significativamente sua capacidade de geração de energia com o uso de energia solar, segundo estudos em andamento.
Atualmente, a usina conta com um projeto piloto de energia solar flutuante, instalado no reservatório, com capacidade de cerca de 1 megawatt-pico (MWp), suficiente para abastecer aproximadamente 650 residências.
Apesar de ainda ser uma estrutura pequena e voltada para pesquisa, o potencial de expansão é considerado enorme. De acordo com técnicos da própria Itaipu, em um cenário teórico, se apenas 10% da área do reservatório fosse coberta com painéis solares, seria possível gerar energia equivalente a uma nova usina do porte de Itaipu.
A proposta faz parte de estudos para diversificar a matriz energética da hidrelétrica, que hoje tem cerca de 14 mil megawatts de capacidade instalada. A adoção da energia solar poderia, na prática, dobrar essa capacidade ao longo dos próximos anos, caso os projetos avancem.
Além de aumentar a produção, a tecnologia também permite melhor aproveitamento do espaço já existente, utilizando o espelho d’água do reservatório sem necessidade de novas áreas terrestres.
Por enquanto, a chamada “ilha solar” funciona como um laboratório, onde são analisados fatores como impacto ambiental, eficiência dos painéis, influência dos ventos e comportamento da água e da fauna local.
Para que uma expansão em larga escala aconteça, ainda serão necessários novos estudos e até mudanças no tratado internacional que rege a usina, firmado entre Brasil e Paraguai.
Mesmo assim, especialistas apontam que a iniciativa coloca Itaipu na linha de frente da transição energética, combinando energia hidrelétrica com fontes renováveis modernas e sustentáveis.