A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na madrugada desta sexta-feira a reforma trabalhista impulsionada pelo presidente Javier Milei, em meio a uma greve geral convocada por sindicatos que se opõem às mudanças no país.
O texto foi aprovado no plenário com 135 votos favoráveis e 115 contrários. A votação ocorreu após intensos debates e manifestações, mesmo com paralisação de setores como transporte, serviços públicos e bancos. A medida agora volta ao Senado para nova análise, já que o texto sofreu alterações, incluindo a retirada de um artigo considerado polêmico sobre benefícios relacionados à saúde dos trabalhadores.
O governo argentino defende a reforma como parte de um esforço para modernizar as leis trabalhistas, atrair investimentos e incentivar a formalização de empregos. Em contrapartida, os sindicatos e partidos de oposição criticam a reforma, afirmando que ela enfraquece direitos trabalhistas históricos, reduz proteções e limita o direito de greve.