O Ministério das Mulheres identificou 32 sites que utilizam inteligência artificial para criar imagens falsas de nudez a partir de fotografias reais, sem o consentimento das vítimas. A relação foi encaminhada à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU), que irão avaliar medidas para responsabilizar os responsáveis pelas plataformas e restringir o acesso aos serviços.
As ferramentas utilizam tecnologias conhecidas como deepfake e "nudify", capazes de alterar fotos comuns e gerar imagens de conteúdo sexual. Segundo o governo, mulheres, crianças e adolescentes estão entre as principais vítimas desse tipo de prática.
Além da investigação criminal, a AGU já solicitou ao Google a remoção desses sites dos resultados de busca, argumentando que eles violam direitos fundamentais e facilitam a violência digital.
O Ministério das Mulheres defende o fortalecimento da legislação sobre inteligência artificial e alerta que o uso da tecnologia para produzir imagens íntimas sem autorização representa uma grave violação da dignidade, da privacidade e dos direitos humanos.